Anitta Presidente e o Ministério do Funk




Anitta para presidente da República. 


Vi muitas referências a essa possibilidade nas redes sociais hoje.


Atribuo o fato ao excesso de lives.

O isolamento social também faz sua parte.

E o medo da Covid-19 produz fatos.

A quarentena está barbarizando espaço e tempo.

Está queimando neurônios.

Sinto que os poucos que me restam estão se retorcendo de ansiedade.

Mas Larissa de Macedo Machado tem currículo para tanto.


Jovem da periferia do Rio de Janeiro que na infância estudou dança, estudou administração aos 16 anos e com essa idade foi estagiária na mineradora Vale. 


Artista empreendedora que ficou milionária antes dos 25 anos.


A cantora e compositora brasileira mais jovem a se apresentar no Grammy. 


Empresária perspicaz e intuitiva que consegue alavancar a carreira de quem representa.


Produtora inteligente capaz de sentir o fluir das tendências musicais.


Mulher carismática que conquistou o mercado internacional.


Personalidade que despertou a curiosidade da Universidade Harvard. 


É queridinha de Madonna.


Ampliou e refinou o vocabulário coreográfico do bumbum codificado por Gretchen e popularizado por "É o tchan".


É pela democratização da rinoplastia, do silicone, do preenchimento labial e da lipoaspiração.


Com ela poderemos ter um Ministério do Funk e do Hip-hop.


Dizem que a jovem estrela do funk carioca descobriu a política nos últimos dias.


Não demora muito para que a política descubra a jovem. 


Ela parece vocacionada. Uma autêntica líder emergente. 

Dizem mais: a moça se descobriu de esquerda. 

Uns levam a coisa na gozação. 

 A ideia não é absurda. 


Combina com o conceito de República.


Ou não?


(Walter Galvão)