Brasil, imagem no mundo
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| FOTOMONTAGEM DE DOM PEDRO II, BRASIL NO SALÃO DA FILADÉLFIA |
A pandemia escancarou ao mundo o desastre político brasileiro: a eleição para presidente de Jair Bolsonaro, notoriamente um bronco tapado.
A atitude criminosa do presidente brasileiro ao desrespeitar o consenso do mundo quanto ao necessário isolamento social para conter o avanço do coronavírus e poupar vidas escandalizou a opinião pública internacional.
À época da campanha, o perfil fascistoide reverberado pela bizarra personalidade agressivamente delirante do ex-capitão preso e reformado por tentar explodir quartéis já havia provocado manchetes negativas sobre o futuro do País.
Agora, diante da macabra exibição de desrespeito à vida e à memória dos mortos pela pandemia, a comunidade internacional rechaça o Brasil e sinaliza para retaliações injustas - afinal não foi a maioria dos brasileiros que votou Nelenão - em caso da descoberta de uma vacina em qualquer nação.
O Brasil será o último a receber, caso não invente a sua, pelo que, ainda bem, estamos trabalhando. A Fiocruz anuncia avanços na pesquisa que empreende desde o surgimento da Covid-19. A despeito do pouquíssimo apoio do Governo Federal à pesquisa científica.
A imagem do Brasil nunca esteve tão ruim lá fora desde que a ditadura militar torturava e matava presos políticos com o apoio, inclusive, dos Estados Unidos, EUA que têm Trump no poder, outra caricatura diabólica do pior da cultura e da civilização.
Essa crise de imagem me evocou momentos da nossa história em que a comunidade internacional fazia questão de incluir o Brasil em sua agenda prioritária.
Como no caso da Inglaterra e da França que sempre convidaram o Brasil a participar das exposições universais, eventos em que os países exibiam produtos e potencialidades industriais. A primeira comitiva oficial do Brasil no evento aconteceu há 155 anos, na Exposição Universal da França , a segunda a se realizar.
Veja mais sobre as exposições neste TEXTO de Paulo César dos Santos, historiador do Ceará.
