Memória política. Wilson Braga está morto. O neopopulismo vive
É justo registrar a morte de Wilson Leite Braga. Pessoa afável. Um político por vocação, apaixonado pela arte de Ruy Carneiro e de Pedro Gondim. A arte de Maquiavel.
Era o filho da tradição do mandonismo sertanejo do Nordeste latifundiário. O pai era fazendeiro e político. Um símbolo histórico.
Símbolo de poder de mando, mas desvinculado das práticas explícitas do coronelismo; símbolo da opressão, do conchavo e da dominação pela influência patrimonialista do controle do cargo em meio à desinformação e ao analfabetismo da massa que sempre o apoiou.
Não era um autoritário violento, mas sofreu acusação nesse sentido.
Wilson foi o governador que encarnou o neopopulismo de centro-direita na Paraíba quando a ditadura militar (1964-1985) dava seus últimos suspiros.
Foi um líder estudantil, representante da Paraíba na UNE - União Nacional dos Estudantes exercendo uma autêntica vocação de defensor dos necessitados.
Foi chamado de O Pai dos Pobres da Paraíba.
Deixa legião de admiradores.
Veja aqui um estudo sobre o Governo Wilson Braga.
