PRIMEIRA PÁGINA



Isolar para prevenir


A Organização Mundial de Saúde ainda prescreve isolamento social como barreira ao coronavírus. 

Não há remédio eficaz à vista. As vacinas estão no forno.

 

Ingerir Cloroquina para prevenir Covid-19 é o mesmo que tomar paracetamol para evitar dengue. 


Mas a mobilização contra o isolamento social tem seus avanços, apesar do avanço crescente das mortes, como no caso das liberações  do Rio Grande do Sul, entre outros Estados e municípios. 

Estão abrindo comércio e serviços antes fechados por não serem essenciais.

 

A pressão dos agentes econômicos é muito grande. A necessidade de o trabalho informal girar seus micronegócios é muito maior. A pressão deles é justa.


A flexibilização, sob a ótica da OMS, do isolamento, como vários países estão fazendo, seria possível no caso de uma relação nas localidades entre capacidade de absorção de contaminados pelo serviço de saúde (leitos, medicamentos, respiradores mecânicos…) e a progressão do vírus junto à população.


Mas com sistemas operando apenas 30% da sua capacidade instalada, favorecer aglomerações é uma temeridade (não me refiro especificamente a nenhum sistema, indico um nível crítico).

A curva ascendente não  reduzirá a velocidade.


Gestores e gestoras  que atuam contra o isolamento estão certos. 


Não custa lembrar dos estudos sobre a retomada da economia em 1918. Onde houve maior isolamento, a retomada de um nível mínimo satisfatório de produção e produtividade, no pós-pandemia, foi mais rápida. Ou menos lenta. 


Ficar em casa continua a ser, no caso paraibano, a opção mais viável para reduzir o adoecimento da população.