TOQUE DE MÍDIAS. WAACK E O RACISMO NOS EUA. IRONIA E NÁUSEA
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| Protesto em Minneapolis Que momento tenso. De parar as rotativas da emoção positiva. Um apagão na câmera da razão. Coisa para despertar piores e melhores instintos. Entre os piores, a vontade de varrer o cara do mapa da mídia. Mas, quem erra deve ter direito a uma nova chance. Entre os melhores, a solidariedade não romantizada ao povo negro vítima do racismo estrutural. Nos EUA, no Brasil, no mundo. Confesso que a cena me deixou nauseado. William Waack, afastado por racismo de um telejornal da Rede Globo foi o apresentador da CNN que expôs, noticiou e até comentou o terrível assassinato racista nos Estados Unidos. Um policial branco esmagando a traquéia de um homem negro até matá-lo. Suprema covardia. Ostentação de ódio racista. Racismo estrutural. Nada justifica o crime. Nada justifica o assassinato. Nada. Waack é aquele cara que identifica qualquer coisa que perturba o sossego que quer desfrutar como “coisa de preto”. Aí, veio a chicotada do acaso irônico. Talvez Waack nem tenha sentido o golpe. Não sei o que o público espectador sentiu. Eu senti aquilo como um golpe, um tapa na cara de quem sofre o racismo, de quem luta contra o racismo. Racismo. Chaga moral da espécie. (WG) |
