Transumanismo é nova eugenia?
Superar a morte é a meta do transumanismo.
Mas quem quer mesmo viver para sempre?
Qual o sentido de durar para além dos contemporâneos?
Testemunhar a passagem de um século inteiro não é o suficiente? (Muita gente está vivendo 100 anos)
A eternidade não é uma ambição desmedida motivada por narcisismo tóxico?
Haverá amor para sempre? E o sofrimento? É possível acabar com ele de vez usando novas tecnologias?
Neste clima de pandemia, a morte observa a sociedade sob a forma de vírus.
Está ampliando a coleta.
E preparando precocemente novos viajantes.
A nossa cultura não considera natural esse tipo de ataque.
É quando se multiplicam as discussões sobre essa nova corrente filosófica.
A palavra transumanismo foi criada pelo biólogo Julian Huxley em 1957.
Julian é irmão do escritor e pensador britânico Aldous Huxley, autor de "Admirável mundo novo".
Transumanismo significa: o ser humano consegue transcender as barreiras naturais impostas à vida se transforma num novo ser, no transumano.
Mas e quantos aos espiritualistas? Os que creem na vida após a morte? O materialismo da vida eterna revoga a vida eterna no paraíso?
Considero o transumanismo uma ponte para o agravamento de uma nova eugenia, a busca pela melhoria artificial de uma espécie.
O lado negativo do transumanismo pode desembocar em formas similares ao nazismo.
Grupos de interesse com a posse de poder e dinheiro para desenvolver tecnologias criando uma nova elite.
Uma elite de imortais.
Viver para sempre. Bom ou ruim? Algo a se pensar.
(Walter Galvão)
