CIBERTERRORISMO CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO




Arquivos pessoais do presidente da República e de figuras de destaque do bolsonarismo foram invadidas pelos hackers do coletivo Anonymous.


São bolsonaristas envolvidos em ações ilegais na Internet que caracterizam autêntico ciberterrorismo contra a democracia. Usam robôs para potencializar a difamação de personalidades através de perfis falsos, entre outras práticas criminosas. 


O grupo bolsonarista foi constrangido no último domingo com vazamentos de seus dados pessoais. 


Anonymous, como quase todo mundo sabe, é um grupo de intervenção militante em ação na ciberesfera, a esfera tecnológica digital.


Estava silencioso.

 

Voltou provocado pelo assassinato de George Floyd. Floyd foi vítima do crime racista cometido nos Estados Unidos por um policial branco, Derek Chauvin, que asfixiou até a morte a vítima negra.

 

O grupo não tem líder. Usa como marca, como identificação, a máscara de Guy Fawkes, vista em "V de Vingança".


Seus integrantes atuam ora como justiceiros estabelecendo a verdade de fatos manipulados por autoridades, ora como assaltantes roubando dados, ou como milicianos dominando territórios digitais.


Nesse caso do ataque ao presidente Bolsonaro, que teve dados privados expostos, e a alguns membros do núcleo duro do bolsonarismo, os hackers exibiram a capacidade de acessar arquivos para denunciar hipocrisia, mentiras, fraudes e crimes. 


Trata-se de uma contrapartida ao ciberterrorismo praticado por um grupo que se presume liderado por Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

As ações desse grupo geraram o inquérito das fake news atualmente em curso no STF. 


Entre outros crimes, o inquérito investiga injúria e difamação contra autoridades.


Mas outros crimes digitais são praticados pelos investigados a exemplo de furto de dados, utilização de softwares falsos, criação de perfis falsos, uso de robôs para destruir pessoas e apologia ao crime.


Um conjunto que caracteriza a prática de ciberterrorismo. Ciberterrorismo, no caso investigado pelo STF, contra o Estado democrático de direito.

 

A pesquisadora Amanda Parker define essa prática como “ ato ou ações criminais premeditadas, de natureza política, social ou religiosa, contra informação, sistemas de computadores, programas de computadores e/ou dados que resultem em violência ou danos severos contra civis, por grupos subnacionais ou agentes clandestinos”. 


Bolsonaro e seus filhos já condecoraram notórios milicianos, alguns envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco. 


Essa gente não pode continuar agindo impunemente.


(WG)