CONTRA O RACISMO. CONTRA A ESCRAVIDÃO. LUIZ GAMA, O INTELECTUAL ABOLICIONISTA



Vivemos dias de marchas mundiais contra o racismo provocadas por assassinatos de pessoas negras por policiais brancos nos Estados Unidos.

 

No Brasil, as marchas acontecem pela mesma razão, assassinatos de pessoas negras por policiais, como no caso do adolescente João Pedro, 14 anos, executado dentro de casa pela polícia do Rio de Janeiro. 


Nesse contexto, ganha destaque especial o aniversário, no próximo domingo, 21 de junho, do aniversário de 190 anos de nascimento do  baiano Luiz Gama, poeta, romancista, jornalista, advogado e certamente, se não o maior, mas seguramente entre os três maiores abolicionistas brasileiros.

 

Negro filho de um português com a escrava livre Luiza Mahim, de importante participação na revolta dos Malês, Gama foi vendido como escravo pelo próprio pai aos 10 anos, só conseguindo se libertar em São Paulo, para onde foi levado, aos 18 anos. 


A partir da liberdade, se lança numa trajetória de combate à escravidão e ao racismo, e à defesa de escravos, que o levaria ao olimpo da intelectualidade brasileira. Fundou, juntamente com Luiz Agostini, o jornal “Diabo Coxo”, uma das mais importantes publicações brasileiras do Segundo Império.

 

É dele a frase, dita durante um julgamento em que atuava na defesa de um escravo, que a morte de um senhor por um escravo, em qualquer circunstância, sempre seria em legítima defesa. 


(WG)


Biografia de Luiz Gama