RACISMO, ÓDIO E DESPREPARO NA FUNDAÇÃO PALMARES



Ninguém pode escapar deste assunto. 


É um escândalo sem igual. 

 

Mais um weintraub (*) no ventilador do bolsonarismo (**).


Esse é inacreditável. 


O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, órgão do Ministério da Cultura destinado a legitimar, promover e proteger a influência das tradições africanas na formação do povo brasileiro, escrachou o guerreiro e líder quilombola Zumbi, a quem acusou de escravizar negros, e classificou de "escória maldita" os participantes do Movimento Negro.


Ao mesmo tempo, ele afrontou a memória das lutas antirracistas no Brasil, desqualificou o patrimônio cultural do País, agrediu princípios éticos, desrespeitou cidadãos e cidadãs, enxovalhou o cargo que ocupa, distorceu a histórica, envergonhou a instituição que dirige, demonstrou despreparo para exercer função pública e ostentou ódio desmedido a grupo étnico incompatível com o convívio social. 


A denúncia das ofensa foi feita pelo diário Estado de S. Paulo. O jornal obteve a gravação de uma conversa do ofensor com assessores.


Ele desqualifica o áudio argumentando invasão de privacidade. 


Mas a gravidade é justamente essa, o fato de ele filtrar as ações que realiza ao dirigir órgão público a partir de preconceitos. A gravação revela esse fato grave. 


O presidente da República, racista de carteirinha, deve ter amado a declaração. 


Principalmente neste momento em que o mundo ferve devido ao assassinato racista nos Estados Unidos. 


Vi no Twitter inúmeras manifestações de apoio ao ofensor.


Quem tem um mínimo de juízo e de bom senso discorda.  


(*) Substantivo masculino. O mesmo que infâmia, perda da honra, degradação. Aquilo que fere a honra de pessoas e instituições.

(**) Movimento de extrema-direita brasileiro de inspiração nazi-fascista que professa, em favor do presidente Bolsonaro, racismo, intolerância, autoritarismo, tortura, ditadura, ódio às mulheres e aos homossexuais.


(WG)